Há 35 anos morria Johnn Lennon - o ex-Beatle
Por Heloísa Godoy Fagundes
JOHNN LENNON MUDOU A DIREÇÃO DO ROCK EM DIREÇÕES QUE NINGUÉM, NO ALVORECER DA DÉCADA DE 1960, JAMAIS PODERIA TER IMAGINADO. O HOMEM QUE MUDOU LITERALMENTE O MUNDO COM SUAS MÚSICAS, PALAVRAS E ATITUDES COMPLETA, ESTE MÊS, 35 ANOS DE MORTE.
O músico inglês John Lennon teria completado 75 anos em 9 de outubro se não fosse tragicamente alvejado a tiros diante do edifício Dakota, onde vivia com Yoko Ono, em frente ao Central Park, na cidade de Nova York. Levado às pressas para um hospital, o ex-beatle morreu ainda na ambulância. Eram pouco antes das 23h do dia 8 de dezembro de 1980. Seu assassino, Mark David Chapman já o esperava há algumas horas diante do edifício que visitava várias vezes ao dia dizendo ser “um grande fã do músico”. Naquela noite, horas antes, Lennon autografara para seu próprio assassino, uma cópia de seu recém-lançado álbum Double Fantasy.
Durante
muitos anos, o filho mais velho de Lennon com sua primeira esposa, Cynthia
Powell, Julian Lennon atacou a imagem do pai: “podia falar de paz e amor ao mundo,
mas nunca os mostrou para as pessoas mais próximas” e considerava
Yoko Ono a ruína de sua família.
Johnn
deu mais atenção ao segundo filho, Sean Lennon. Pelo garoto, o músico afastou-se
do show business e passou a ser visto rotineiramente empurrando o carrinho do
bebê no Central Park, enquanto a esposa administrava a fortuna de 500 milhões
de dólares.
Então,
no final de 1980, Lennon (que sabia tocar diversos instrumentos, entre eles: banjo, violão, acordeon, piano e melotron) voltou à cena musical, com o lançamento do disco Double Fantasy, gravado com Yoko. Para o ano seguinte, 1981, estava programada uma grande turnê mundial dos dois. Mas, o que seria um recomeço foi
tragicamente interrompido pelos tiros diante do edifício Dakota.
Lennon é tido como um grande defensor da paz e especialmente durante sua carreira solo, após o fim dos Beatles, se tornou uma das maiores vozes do movimento pacifista. A canção "Imagine" tem sido há décadas o símbolo da oposição à guerra e à violência.
O assassino
Chapman: Uma relação de fascínio e ódio com Lennon.
Mark David Chapman
nunca negou ter cometido o crime. Alegou tê-lo feito por “ouvir
vozes”
que lhe deram tal ordem. Chapman, no entanto, nunca foi diagnosticado como
perturbado mentalmente, ficando provado que tinha plena consciência do que
fazia e, por isso, foi efetivamente condenado à prisão perpétua desde seu
julgamento, em 1981. Sua liberdade condicional, com possibilidade bienal
permitida a partir do ano 2000 (após vinte anos no cumprimento de sua pena),
foi negada por oito vezes. As
autoridades informaram em um comunicado que “Sua libertação afetaria de
maneira importante o respeito pela lei e tenderia a banalizar a trágica perda
humana causada como resultado de um crime atroz, não provocado, violento, frio
e calculado”.
A próxima audiência está marcada para agosto de 2016.
Chapman,
naquela época, então com 25 anos, era um jovem desequilibrado que recorria
frequentemente a drogas. Citou o romance O
Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger, como inspiração para o
crime. O livro trata da história de um adolescente revoltado. O assassino dizia
identificar-se com o protagonista do livro, que odiava a falsidade, e desferiu
cinco tiros acertando quatro nas costas de Lennon. Sabe-se que tinha uma
relação de fascínio/ódio com Lennon. Se por um lado gostava da sua música, que
lhe tinha servido de inspiração para a vida, por outro criticava publicamente o
estilo de vida luxuoso de Lennon, tal como os seus comentários religiosos -
lembre-se que Lennon comparou a fama dos Beatles à de Jesus e dissera mais de
uma vez que Deus não existia. Entretanto, por diversas vezes, Chapman informou
que matou o ex-Beatle porque este era o alvo mais fácil do que outros que ele
teria em mente, como o apresentador de televisão Johnny Carson e a atriz
Elizabeth Taylor.






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