quarta-feira, 23 de dezembro de 2015


O outro lado da extinta profissão dos pianistas de cinema mudo

Por Heloísa Godoy Fagundes


NO CINEMA MUDO, A INTRODUÇÃO DA MÚSICA FOI FUNDAMENTAL. ALÉM DE REDUZIR O RUÍDO DOS PROJETORES, O RECURSO SIMULAVA UMA ATMOSFERA MAIS REAL À CENA REPRESENTADA. POR ISSO, NA ÉPOCA DO CINEMA MUDO, OS FILMES ERAM A MAIOR FONTE DE EMPREGO PARA MÚSICOS INSTRUMENTAIS. ATÉ HOJE BUSCAM ROMANTIZAR A PROFISSÃO DESSES MÚSICOS SEM IMAGINAR AS CONDIÇÕES EM QUE OS MESMOS TRABALHAVAM. 

Os filmes nasceram mudos. Essa falta de comunicação verbal logo revelou-se problemática, já que as salas eram lugares estranhos para o espectador: escuras, e sentados em fileiras, assistiam apenas imagens.

Recursos como legendas, movimentos de câmera e enquadramentos tornaram-se insuficientes. A música viria quebrar esta situação, até certo ponto, tenebrosa. Imagine a diferença entre uma sala de exibição de cinema e uma de teatro nos anos 1920. Claras, orquestradas, coloridas, sofisticadas, as salas de teatro eram completas!

(1) A primeira exibição de um filme para o público foi promovida por August e Louis Lumiére. Os irmãos Lumière produziram um grande número de curta-metragens documentais com êxito, com diversos elementos em movimento. O evento aconteceu em Paris, no Grand Café do Boulevard dês Capucines, em 28 de dezembro de 1895. Pela primeira vez um piano era tocado enquanto acompanhava as cenas, onde o valor do ingresso era equivalente a 50 centavos. 


Ao criar uma ambientação sonora ao vivo, surgiram profissionais que tocavam piano ou órgão, enquanto o filme era apresentado nas salas de exibição. Desta maneira, intensificava-se uma atmosfera mais real à cena, criando uma profundidade visual envolvente para o que era projetado, além de reduzir o ruído (alto e incômodo) dos projetores que ficavam na própria sala de exibição. 

(2)Charlie Chaplin: um ícone do cinema mudo!


Tempos depois, várias exibições já contavam com o acompanhamento de grandes orquestras. Entretanto, para preencher a lacuna entre um solista de piano simples e uma orquestra maior, foram projetados órgãos próprios para o cinema. Esses órgãos tinham uma ampla gama de efeitos especiais; órgãos como a famosa Mighty Wurlitzer poderiam simular alguns sons orquestrais juntamente com uma série de efeitos de percussão, como tambores graves e címbalos e efeitos de som variando de galope de cavalos a trovões.

(3) O famoso órgão Mighty Wurlitzer: ampla gama de efeitos especiais.

Com isso, muitos espectadores iam aos cinemas mudos não para assistirem ao filme, mas para apreciar a melodia tocada. E, em alguns cinemas, os próprios músicos faziam parte do show e eram utilizados de forma impressionante por seus empresários. Essa romantização da profissão esconde, contudo, as condições em que os mesmos trabalhavam.  

(4) As projeções dos filmes mudos eram acompanhadas por música ambiente, executada por orquestras ou por um pianista.


Na Espanha, por exemplo, nos anos de 1914 e 1922, surgiram artigos que traziam à tona a situação dos pianistas nas salas de cinema espanhóis. Em um deles, publicado em 1914, Tio Juan e Jaime Colomer queixam-se das condições desumanas de tipo de trabalho: um pianista de cinema mudo recebia muito pouco por um trabalho exaustivo: tocava até nove horas por dia, sem descanso. Se quisesse a ajuda de outro pianista, o músico deveria pagar do próprio bolso. Um pouco complicado dado o valor de seu salário.


(5) Em alguns países, como o Japão, além da música ao vivo, existia também o benshi, um narrador que fornecia –  ao vivo – comentários e vozes para os personagens. O benshi tornou-se um elemento central no filme japonês fornecendo, também, a tradução para os filmes estrangeiros. Sua popularidade nos filmes mudos persistiu até os anos 1930. 


Além da baixa remuneração, muitos pianistas eram colocados numa incômoda posição: atrapalhavam a visão do público. Alguns irritados, atiravam avelãs, castanhas, laranjas ou bolas de papel. Também havia os que não gostavam da música tocada por considerá-las “monótonas”. Então, ouvia-se a raiva verbal de alguns espectadores descontrolados.

Em outro artigo, citam-se três tipos desse profissional: os entusiasmados (como o jovem que está terminando seus estudos), os desiludidos (como o velho, que simplesmente encerrou sua carreira) e os indiferentes (aqueles que não encontravam outro serviço a não ser o de pianista de cinema mudo e, por isso, estavam ali apenas para cumprir com o que sabiam fazer).

Entretanto, em meados da década de 1930, o interesse desperto pelos produtores de cinema tornou a relação música/ imagem mais íntima e a utilização de recursos de gravação, introduziu a tecnologia devastando a profissão de pianista de cinema mudo.

A seguir, assista dois vídeos:

(1) Esta música de amor é um interlúdio de piano da trilha sonora do filme "A Lenda de 1900", estrelado por Tim Roth. Esta peça para piano é simples e curta, porém muito suave onde se destaca, além do piano, a emoção através das várias expressões faciais dos atores.



(2) Este vídeo foi feito há algum tempo com a música composta por Charlie Chaplin na voz de Michael Jackson. Como este sempre foi um dos meus vídeos favoritos, resolvi colocar as legendas.




   








terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Criatividade, improvisação e o cérebro musical 

Por Heloísa Godoy Fagundes



Primeiras considerações...
Ao trabalhar com jovens solistas de jazz, Miles Davis disse certa vez: “Toque o que você ouvir, não o que você sabe”. Prática, experiência e talento puro ensinaram Davis que um show espetacular ocorre quando as ideias entram na imaginação do músico e são desenvolvidas através de suas próprias improvisações ao invés de ignoradas em favor de padrões impostos.

Em termos simples, ninguém quer pagar e ouvir um desempenho artificial. Tanto que o fascínio que temos com a arte da criação momentânea e o valor que damos a ela continua a florescer. Artistas contemporâneos tão variados como pianista o Keith Jarrett, o cantor Bobby McFerrin e o rapper Eminem ganham a vida improvisando e lotando casas de shows.

Grandes improvisadores da atualidade: Chick Corea e Bob McFerrin.


O que nos leva para as principais questões subjacentes baseadas em trabalho teórico e empírico sobre a criatividade: O que é e como podemos realizá-la? 

Conceitos de criatividade e improvisação por vezes se confundem...

Em meados de 1960, Bill Evans já sabia argumentava sobre o tema ‘‘Criatividade Musical’’.

A criatividade é a capacidade de criar coisas novas, inventar, realizar obras originais que levam a marca de seus sentimentos, pensamentos e sua personalidade. E, como uma característica proeminente da inteligência humana, a criatividade é uma atividade fundamental do processamento de informação humana. A principal diferença entre nosso cérebro e o de outros animais é a nossa capacidade de envolver-se em habilidades cognitivas como raciocínio, representação, associação, memória de trabalho e autorreflexão.

A improvisação pode ser entendida como uma fase de exploração e experimentação do músico, originando desafios que são especificidades da prática criativa. A improvisação parte da audição e estabelece um relacionamento imediato entre as imagens auditivas e os mecanismos motores da performance.

O processo de criação musical pode ser sistematizado em três etapas: improvisação (que abarcaria os processos de exploração, experimentação, seleção e ensaio); composição (que envolveria os processos de improvisação estruturada, estruturação performática e estruturação gráfica); e, por fim, a etapa de interpretação.  

Encontram-se indícios de práticas criativas ligadas à improvisação em praticamente todos os períodos da história da música. 

Desde as improvisações vocais medievais, passando pelo baixo contínuo barroco até as cadências clássicas e românticas, sempre houve o lado da prática musical que dava vazão à capacidade criativa dos músicos na forma da criação no ato da execução. Tais manifestações musicais instantâneas vinham sempre integradas dentro de um universo estilístico e de um conjunto de regras em constante confronto e diálogo com a liberdade e a inventividade dos músicos improvisadores. Era isso o que Miles Davis queria dizer: criação e  improvisação não andam juntas com regras e padrões impostos. 

Criatividade e os hemisférios cerebrais...

"Toda criação pressupõe, em sua origem, uma espécie de apetite provocado pela antevisão da descoberta.  Esse gosto antecipado do ato criativo acompanha a  captação intuitiva de uma entidade desconhecida já possuída, mas ainda não inteligível, uma entidade que só tomará forma definitiva pela ação de uma técnica constantemente vigilante".  
– Ígor Fiódorovitch Stravinsky (1882 - 1971) compositor, pianista e maestro russo considerado, por muitos, um dos compositores mais importantes e influentes do século XX. 


A literatura sobre criatividade e seus relacionados tópicos intuição, conhecimento especializado, resolução de problemas, realização e estudos de casos excepcionais é vasta, com perspectivas provenientes de campos tão diversos como filosofia, psicologia, ciência cognitiva, musicologia e história da arte. A neurociência da criatividade começou a abrigar interesse e pegar ritmo só muito recentemente. O mesmo aconteceu com pesquisas sobre a criatividade, do ponto de vista psicológico, sendo consideradas uma ciência jovem. 

Segundo estudos, as pessoas criativas discriminam dois aspectos: um relacionado a como o problema que está sendo trabalhado é subitamente percebido sob um novo ângulo e, o outro, referente à elaboração, confirmação e comunicação da ideia original. Identificam-se, portanto, dois padrões de pensamento distintos – um deles capaz de reestruturar conceitos e, o outro, de avaliá-los. Tais pensamentos ocorrem em partes distintas do cérebro: o primeiro no hemisfério direito e, o segundo, no esquerdo.

Cada hemisfério cerebral tem sua especialidade: o hemisfério esquerdo seria mais eficiente nos processos de pensamento descrito como verbais, lógicos e analíticos, enquanto o hemisfério direito seria especializado em padrões de pensamento que enfatizam percepção, síntese e o rearranjo geral de ideias. 

Para a criatividade musical e artística, o hemisfério direito seria especialmente importante, facilitando o uso de metáforas, intuição e outros processos geralmente relacionados à criação. Há que se considerar, entretanto, o papel fundamental do hemisfério esquerdo em avaliar a adequação do que foi intuído – se a ideia atende aos requisitos da situação. 

Os estudos relacionados à neurociência da criatividade apontam,  até agora, que não há apenas uma área ou um único processo ligado à criatividade musical. Ou seja, o que há por trás do que consideramos “inspiração” não é uma explosão de aleatoriedade e caos, mas uma série coordenada de processos cognitivos corriqueiros. 

Para finalizar nosso tema tão interessante, fiquemos com dois vídeos espetaculares. O primeiro, é um documentário genial da década de 60 com o legendário pianista Bill Evans, que levantava uma enorme placa escrita “Eu já sabia!” para as informações recém-descobertas pela neurociência, já naquela época. O segundo traz, de maneira criativa, o músico Bobby McFerrin direcionando o público em uma demonstração do poder da escala pentatônica no World Science Festival (Festival Mundial da Ciência) de 2009, intitulado Notes Neurons: In Search of the Common Chorus. 














segunda-feira, 21 de dezembro de 2015


Há 35 anos morria Johnn Lennon - o ex-Beatle

Por Heloísa Godoy Fagundes



JOHNN LENNON MUDOU A DIREÇÃO DO ROCK EM DIREÇÕES QUE NINGUÉM, NO ALVORECER DA DÉCADA DE 1960, JAMAIS PODERIA TER IMAGINADO. O HOMEM QUE MUDOU LITERALMENTE O MUNDO COM SUAS MÚSICAS, PALAVRAS E ATITUDES COMPLETA, ESTE MÊS, 35 ANOS DE MORTE. 



O músico inglês John Lennon teria completado 75 anos em 9 de outubro se não fosse tragicamente alvejado a tiros diante do edifício Dakota, onde vivia com Yoko Ono, em frente ao Central Park,  na cidade de Nova York. Levado às pressas para um hospital, o ex-beatle morreu ainda na ambulância. Eram pouco antes das 23h do dia 8 de dezembro de 1980. Seu assassino, Mark David Chapman já o esperava há algumas horas diante do edifício que visitava várias vezes ao dia dizendo ser um grande fã do músico. Naquela noite, horas antes, Lennon autografara para seu próprio assassino, uma cópia de seu recém-lançado álbum Double Fantasy.

Entrada do Edifício Dakota, local exato onde John Lennon foi executado.


Nestes dias de fama instantânea e heróis descartáveis, parece quase pitoresco reconhecer alguém como Lennon. Estrela do rock, apóstolo da paz, drogado, multimilionário... o que pode ser dito sobre o músico que já não foi dito um milhão de vezes? De origem humilde, Lennon mudou literalmente o mundo com suas músicas, palavras e atitudes.

Lennon e Paul McCartney tornaram-se a dupla de compositores de maior sucesso da história da música. Entretanto, era Lennon o autor das principais músicas dos Beatles. Aliás, o nome da banda era um trocadilho com beetles (besouros) e beat (batida ou compasso ritmado).  As canções dos Beatles sintetizaram o espírito dos anos 1960 e se tornaram padrões de uma ou duas gerações, e apesar de outros artistas, ao longo do tempo, terem vendido mais discos e tocado para milhares de fãs, acredito que ninguém nunca vai se igualar ao impacto causado pelos quatro integrantes da cidade de Liverpool, Inglaterra: John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr.



O grupo musical mais bem-sucedido e aclamado da história da música era formado por John Lennon (guitarra rítmica e vocal), Paul McCartney (baixo, piano e vocal), George Harrison (guitarra solo e vocal) e Ringo Starr (bateria e vocal). Enraizada do skiffle e do rock and roll da década de 1950, a banda veio a assumir mais tarde, diversos gêneros: do folk rock ao rock psicodélico, muitas vezes incorporando elementos da música clássica e outros, em formas inovadoras e criativas.


O primeiro compacto dos Beatles, "Love me do", foi lançado em 1962. Três anos depois, o fab four já era então o maior fenômeno do universo Pop-Rock no século XX. Eles venderam – e vendem até hoje – milhões de discos e se apresentaram diante de milhares de fãs em histeria coletiva. Isso na Europa, nos Estados Unidos, no Japão e na Austrália.

A histeria em massa sem precedentes causada pelos Beatles incomodava Lennon e, por isso,  começou a se isolar cada vez mais. O ex-estudante de Artes de Liverpool sonhava com os primeiros anos do grupo, com as primeiras apresentações em Hamburgo, com os primórdios do Rock'n'Roll. Seu desejo constante de encontrar novos sons e escrever músicas melhores, mudou a direção do Rock em direções que ninguém, no alvorecer da década de 1960, jamais poderia ter imaginado. De She Loves You para Strawberry Fields Forever passaram-se incríveis e pouco mais de três anos! E, seguiram sucessos... Love me do (1962); I Want you Hold your Hand (1963); Can't Buy me Love (1964); A Hard Day's Night (1964); Help! (1965); Eleanor Rigby (1966); Penny Lane (1967); All you Need is Love (1967); Hey Jude (1968); Revolution (1967); Don't Let me Down (1969); Something (1969); Let it Be (1970); “Across the Universe” (1970).



Em 1970, o conjunto se dissolveu num clima não muito amigável. Na época, Lennon estava casado pela segunda vez, com a artista japonesa de vanguarda Yoko Ono, figura forte e misteriosa, a quem muitos responsabilizam como a causa da desagregação do grupo. Ambos se engajavam politicamente  e Lennon quase foi deportado. O compositor começou a enfocar a paz e a tematizar sua infância triste, a morte prematura da mãe e a ausência do pai. Yoko Ono fez com que Johnn seguisse seu coração, tanto musicalmente quanto pessoalmente. E eram famosamente inseparáveis. Seus discos solo tiveram alguns destaques incríveis e outros altamente questionáveis. Tiveram de tudo, menos a monotonia.

Durante muitos anos, o filho mais velho de Lennon com sua primeira esposa, Cynthia Powell, Julian Lennon atacou a imagem do pai: podia falar de paz e amor ao mundo, mas nunca os mostrou para as pessoas mais próximas e considerava Yoko Ono a ruína de sua família. 


Johnn deu mais atenção ao segundo filho, Sean Lennon. Pelo garoto, o músico afastou-se do show business e passou a ser visto rotineiramente empurrando o carrinho do bebê no Central Park, enquanto a esposa administrava a fortuna de 500 milhões de dólares.

Então, no final de 1980, Lennon (que sabia tocar diversos instrumentos, entre eles: banjo, violão, acordeon, piano e melotron) voltou à cena musical, com o lançamento do disco Double Fantasy, gravado com Yoko. Para o ano seguinte, 1981, estava programada uma grande turnê mundial dos dois. Mas, o que seria um recomeço foi tragicamente interrompido pelos tiros diante do edifício Dakota.

Lennon é tido como um grande defensor da paz e especialmente durante sua carreira solo, após o fim dos Beatles, se tornou uma das maiores vozes do movimento pacifista. A canção "Imagine" tem sido há décadas o símbolo da oposição à guerra e à violência.








O assassino 
Chapman: Uma relação de fascínio e ódio com Lennon.

Mark David Chapman nunca negou ter cometido o crime. Alegou tê-lo feito por ouvir vozes que lhe deram tal ordem. Chapman, no entanto, nunca foi diagnosticado como perturbado mentalmente, ficando provado que tinha plena consciência do que fazia e, por isso, foi efetivamente condenado à prisão perpétua desde seu julgamento, em 1981. Sua liberdade condicional, com possibilidade bienal permitida a partir do ano 2000 (após vinte anos no cumprimento de sua pena), foi negada por oito vezes. As  autoridades informaram em um comunicado que Sua libertação afetaria de maneira importante o respeito pela lei e tenderia a banalizar a trágica perda humana causada como resultado de um crime atroz, não provocado, violento, frio e calculado. A próxima audiência está marcada para agosto de 2016.

Chapman, naquela época, então com 25 anos, era um jovem desequilibrado que recorria frequentemente a drogas. Citou o romance O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger, como inspiração para o crime. O livro trata da história de um adolescente revoltado. O assassino dizia identificar-se com o protagonista do livro, que odiava a falsidade, e desferiu cinco tiros acertando quatro nas costas de Lennon. Sabe-se que tinha uma relação de fascínio/ódio com Lennon. Se por um lado gostava da sua música, que lhe tinha servido de inspiração para a vida, por outro criticava publicamente o estilo de vida luxuoso de Lennon, tal como os seus comentários religiosos - lembre-se que Lennon comparou a fama dos Beatles à de Jesus e dissera mais de uma vez que Deus não existia. Entretanto, por diversas vezes, Chapman informou que matou o ex-Beatle porque este era o alvo mais fácil do que outros que ele teria em mente, como o apresentador de televisão Johnny Carson e a atriz Elizabeth Taylor.